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Após tormenta, cúpula do governo respira aliviada com recuo do dólar

4 de jul. de 2024
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A queda de 1,71% na cotação do dólar na quarta-feira (3/7) representou um alívio para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A moeda norte-americana reverteu tendência de alta e fechou em R$ 5,56. Apesar disso, o Executivo federal, pressionado ante sucessivos aumentos da moeda dos EUA em relação ao real, enfrenta turbulência severa na política cambial.

Lula suavizou seu discurso, após dias de ataques ao Banco Central, presidido por Roberto Campos Neto. Na quarta, em evento no Palácio do Planalto, o mandatário da República afirmou que a responsabilidade fiscal é “um compromisso do governo” e que “não joga dinheiro fora”. “Responsabilidade fiscal não é uma palavra, é um compromisso deste governo desde 2003 e a gente manterá ele à risca”, frisou o petista.


Após a informação de que o dólar fechou em queda de 1,71%, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou e afirmou que a “comunicação bem feita melhora tudo”.


A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, por outro lado, minimizou a relação entre a queda e as declarações de Lula.


“Querem que a gente acredite que a especulação com o real brasileiro é culpa do Lula. E hoje, para mentir que tinham razão, dizem que o mercado acalmou, porque Lula ‘mudou de tom’”, escreveu a presidente do PT no X (antigo Twitter). “Todo mundo sabe, até os arrogantes do mercado, que Lula sempre teve compromisso com a responsabilidade fiscal.”

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