Autoridades e ONG ambientalista unem esforços para combater a influenza aviária no MT
- Reinaldo Stachiw
- 3 de ago. de 2023
- 2 min de leitura

Equipes de vigilância compostas pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), pela secretaria estadual do Meio Ambiente, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela ONG ambientalista Ecotrópica estão unindo esforços para combater a gripe aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) em aves silvestres migratórias e residentes no Pantanal. A iniciativa envolve a monitorização de pontos de paradas e reprodução das aves, especialmente em ninhais da região.
As ações de vigilância e prevenção ocorrem em cinco municípios do Mato Grosso, sendo eles: Barão de Melgaço, Cáceres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Santo Antônio do Leverger. A equipe do Indea é responsável pela vigilância ativa, que consiste na detecção precoce da influenza aviária em aves migratórias. Para auxiliar nesse trabalho, drones estão sendo utilizados para sobrevoar os ninhais localizados em pontos altos de árvores.
Caroline Bourscheid, fiscal da Defesa Agropecuária do Indea, explicou que o uso de drones possibilita a visualização do estado das aves e a identificação de mortalidade incomum nos ninhais. Essa tecnologia tem se mostrado fundamental para o sucesso das operações de combate à doença.
A ação conjunta também conta com o mapeamento de locais específicos, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), onde se concentram aves nativas e migratórias, incluindo espécies como tuiuiú (Jabiru mycteria), colhereiro (Platalea ajaja), cabeça-seca (Mycteria americana) e tabuiaá (Ciconia maguari). Esses dois últimos são migratórios e têm origem na Argentina, Uruguai e região sul do Brasil.
Ao todo, são 43 ninhais que estão sendo monitorados, e o período de povoamento varia de acordo com a espécie das aves, podendo ocorrer de fevereiro a março ou de julho a outubro. A atuação proativa das autoridades e da ONG Ecotrópica visa prevenir a disseminação da influenza aviária, proteger a biodiversidade local e garantir a saúde das aves, assim como evitar possíveis impactos negativos na agropecuária e na população. A iniciativa representa um passo importante no cuidado com a fauna pantaneira e na preservação desse ecossistema único e valioso.
Fonte: Só Notícias (foto: assessoria/ Só NotÍcias)









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