Bolsonaro e Lula empatam quando Marçal é testado para 2026.
- Reinaldo Stachiw
- 13 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
Esse levantamento do Paraná Pesquisas reflete a complexidade do cenário político atual no Brasil, especialmente no campo da direita. A entrada de nomes como Pablo Marçal e até mesmo a menção de Gusttavo Lima como possíveis candidatos mostra que a fragmentação da direita segue como um dos principais desafios para consolidar uma oposição coesa ao governo Lula em 2026.

Pontos principais do levantamento:
Empate técnico entre Lula e Bolsonaro:
No cenário em que Bolsonaro e Lula disputam, mesmo com a inelegibilidade de Bolsonaro, ambos apresentam números semelhantes, com 34% e 33,9%, respectivamente. A presença de Pablo Marçal, que atrai 6,1% dos votos, evidencia que há espaço para novas lideranças à direita, mas também que essas candidaturas podem dividir ainda mais esse eleitorado.
Ausência de Bolsonaro no cenário:
Quando Bolsonaro é retirado da equação, Lula lidera contra nomes como Michelle Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas. Esse dado reflete a dificuldade da direita em encontrar uma figura que consiga manter o mesmo nível de mobilização que Bolsonaro alcança.
Fracionamento da direita:
A divisão no campo conservador é evidente. Governadores como Romeu Zema, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado, além de figuras como Simone Tebet e possíveis outsiders como Gusttavo Lima e Pablo Marçal, mostram que a direita ainda não encontrou consenso em torno de um nome capaz de liderar o grupo.
Tarcísio de Freitas: Apesar de ser o nome mais forte da direita fora Bolsonaro, o governador de São Paulo parece mais inclinado a buscar a reeleição ao governo paulista do que arriscar uma candidatura à presidência em um cenário tão incerto.
Impacto da inelegibilidade de Bolsonaro:
A insistência de Bolsonaro em se colocar como candidato, mesmo inelegível, dificulta a articulação de um projeto nacional por parte da direita. Caso ele de fato não possa concorrer, a possibilidade de Eduardo Bolsonaro assumir o papel central é controversa e pode gerar ainda mais divisões dentro do PL e entre aliados.
Vantagem de Lula no segundo turno:
O levantamento mostra que, em um eventual segundo turno, Lula supera Bolsonaro, mesmo que a disputa continue apertada. Contra outros nomes da direita, o petista teria uma vantagem ainda mais clara.
Cenário para 2026:
A pesquisa deixa evidente que o presidente Lula, apesar da idade avançada e do desafio de buscar um quarto mandato, continua sendo o principal nome da esquerda, enquanto a direita enfrenta dificuldades para consolidar uma alternativa viável e unificada. A pulverização de candidaturas pode beneficiar o atual presidente, repetindo o que ocorreu em eleições anteriores.
Perguntas que permanecem:
Conseguirá a direita construir uma candidatura forte e unificada a tempo de 2026?
Até que ponto outsiders como Gusttavo Lima ou Pablo Marçal podem desestabilizar o cenário?
Como a possível ausência de Bolsonaro na disputa influenciará o comportamento do eleitor conservador?
Essas questões serão cruciais para definir o cenário político nos próximos meses e anos.









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