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Desemprego cai a 7,5% no tri até abril, menor taxa do período em 10 anos

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 7,5% no trimestre encerrado em abril, revelam dados apresentados nesta quarta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com a queda apurada pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o nível de desocupação do país é o menor para o período desde 2014 (7,2%).


O que aconteceu

O patamar de desemprego no Brasil caiu para 7,5%. A variação corresponde a uma queda em relação às taxas referentes aos primeiros três meses deste ano (7,9%) e ao mesmo período do ano passado (8,5%).


Taxa de desocupação é a menor para o trimestre em 10 anos. Na comparação histórica da pesquisa, coletada desde 2012, o nível de desemprego é o menos para o trimestre finalizado em abril desde a taxa de 7,2% registrada em 2014.


Mesmo em queda, desemprego atinge 8,2 milhões de brasileiros. O total corresponde a um recuo de 9,2%, o equivalente a 882 mil pessoas a menos na busca por uma colocação profissional ante o mesmo trimestre móvel do ano passado. Há um ano, eram 9,1 milhões na condição de desocupados.


A análise anual é favorável em relação ao patamar da taxa de desocupação que, no trimestre encerrado em abril de 2024, segue como a menor para esse trimestre móvel, desde abril de 2014. Isso revela a manutenção da tendência de redução desse indicador, que vem sendo observada desde 2023.


Variação acompanha o resultado do primeiro trimestre. Nos três primeiros meses de 2024, a taxa de desemprego no Brasil foi de 7,9%. O percentual corresponde também ao menor nível dedos últimos dez anos. O recuo foi seguido pelo menor patamar de desocupação em 21 estados e no Distrito Federal.


A população ocupada chegou a 100,8 milhões entre fevereiro e abril. Sem variação estatisticamente significativa no trimestre, o número de brasileiros inseridos na força de trabalho cresceu 2,8%, o equivalente a 2,8 milhões de pessoas no ano.


Número de profissionais com carteira assinada bate recorde. O volume de trabalhadores formais atingiu 38,188 milhões no trimestre finalizado em abril.Segundo o IBGE, o valor é o maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. No período, o total de trabalhadores sem carteira também foi recorde: 13,5 milhões.


O conjunto dos empregados no setor privado, com ou sem a carteira assinada é o que mais tem contribuído para o crescimento da população ocupada no país.

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