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Em encontro com Lula e Macron, cacique Raoni pede que ferrovia não seja construída

Raoni Metuktire, líder indígena kayapó, pediu durante cerimônia de recebimento de uma homenagem da França que a construção da ferrovia Sinop-Miritituba, conhecida como Ferrogrão, não seja realizada. O presidente Lula também esteve presente no evento, onde Raoni reforçou sua oposição à ferrovia, argumentando contra desmatamento e garimpo, e pediu pela demarcação de terras indígenas e mais recursos para a Funai.

Por sua vez, Lula defendeu a luta pelos direitos dos povos indígenas, criticou setores contrários às demarcações de terras indígenas e destacou os esforços de seu governo nesse sentido.


Entidades ligadas à agricultura criticaram o pedido de prorrogação dos estudos da Ferrogrão, argumentando que isso prejudicaria o desenvolvimento do estado e o escoamento da produção agrícola. O grupo de trabalho do Ministério dos Transportes decidiu adiar um seminário sobre o projeto da ferrovia em Santarém, no Pará.


O PSOL e movimentos sociais reforçaram ao STF o pedido para que os estudos considerem um traçado alternativo e a prorrogação do prazo para sua conclusão. Eles argumentam que é necessário avaliar questões essenciais e que o atual traçado atravessa uma área protegida, o Parque Nacional do Jamanxim.


O ministro dos Povos Indígenas se reuniu com representantes de povos indígenas afetados pelo projeto para garantir sua participação e respeitar seu direito à consulta prévia, livre e informada, conforme previsto pela Convenção n° 169 da OIT.

O senador Zequinha Marinho expressou preocupação com a paralisação do projeto da Ferrogrão, apesar dos benefícios ambientais proporcionados pelo transporte ferroviário em comparação com o rodoviário.

A Ferrogrão está parada desde março de 2021 devido a uma ação direta de inconstitucionalidade movida pelo PSOL no Supremo, que questiona a alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim.

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