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Esquerda abre bandeira do Brasil onde direita colocou a dos EUA

Gesto em manifestação na avenida Paulista se contrapõe a protesto de apoiadores de Bolsonaro em 7 de setembro.


Manifestantes contrários ao PL da Anistia e à PEC da Blindagem levaram neste domingo (21.set.2025) à avenida Paulista, região central de São Paulo, uma grande bandeira do Brasil. O gesto se contrapõe ao protesto realizado no mesmo local em 7 de setembro por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estenderam uma grande bandeira dos Estados Unidos.

Os motes centrais dos atos deste domingo (21.set) pelo Brasil são o combate ao projeto de lei que pode perdoar ou reduzir penas dos condenados por tentativa de golpe e também à PEC que protege congressistas de processos criminais. A questão da soberania nacional, por causa das tarifas e sanções do governo Donald Trump (Partido Republicano) contra o Brasil, também foi lembrada pelos manifestantes de esquerda.


A bandeira verde e amarela foi aberta em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), enquanto a avenida recebia dezenas de milhares de pessoas em manifestação convocada pela esquerda. O espaço é um dos mais emblemáticos do país para atos políticos e já foi palco de mobilizações históricas. Foi na área embaixo do vão livre que o movimento Diretas Já ganhou força nos anos 1980, reunindo multidões pelo fim da ditadura militar. Décadas depois, em 2013, o mesmo endereço virou ponto de encontro dos protestos de junho, que espalharam reivindicações contra o transporte público e a classe política.



Nos anos seguintes, a avenida Paulista e o Masp também se consolidaram como cenário de grandes concentrações da direita, incluindo os atos pró-impeachment de Dilma Rousseff em 2015 e 2016, além das mobilizações de bolsonaristas a partir de 2019. Nos últimos anos, a bandeira nacional e a camisa da seleção de futebol foram apropriadas por bolsonaristas como símbolos de protestos e campanhas eleitorais. No mais recente protesto realizado por apoiadores de Bolsonaro na Paulista, em 7 de setembro, Trump e os EUA foram celebrados porque defendem o perdão a Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe depois da derrota do ex-presidente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

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