Golpe no WhatsApp: criminosos usam nome de facção para extorquir vítimas.
- Reinaldo Stachiw
- 30 de ago. de 2024
- 2 min de leitura
Um novo golpe tem surgido no WhatsApp e os usuários têm que ficar atentos. Segundo relatos, os bandidos entram em contato com as vítimas com diversas abordagens de acordo com cada plano. Pode ser um perfil de mulher via facebook ou mais recentemente pelo WhatsApp.

Outra pessoa se identifica como integrantes de facção criminosa e, por meio de ameaças e intimidação, eles tentam extorquir dinheiro.
Quando a primeira abordagem é feita por um perfil de mulher a abordagem é feita com linguagem é característica dizendo que a vitima cometeu “talaricagem”, ou seja, mexeu com uma mulher casada.
Desta maneira, ou várias outras o criminoso diz que a vítima está em dívida com a facção e exige um valor em dinheiro.
Em Minas Gerais uma vítima procurou a polícia após receber esta mensagem.
"Primeiramente, bom dia! Aqui é o representante do Comando Vermelho, eu quero passar a visão para tu aqui e quero que você seja bem clara e transparente", dizia o golpista em áudio encaminhado no WhatsApp.
Assustada com a situação, a mulher buscou orientação policial. De acordo com ela, os policiais a informaram que aquilo era um golpe e a aconselharam a não dar continuidade na conversa. "Fiquei calada, porque na hora eu fiquei meio assustada, mas pensei 'Comando Vermelho é do Rio de Janeiro, e o DDD é 31. Aí eu fiquei calada, esperando para ver o que ele ia fazer.
Enquanto isso pedi ajuda a alguns amigos para darem uma olhada no que era aquilo e me falaram que era golpe", conta. "Aí eu fiquei esperando, ele não falou mais nada, porque ele esperava eu responder alguma coisa, né?", complementa.
A vítima contou ainda que após o ocorrido ela foi até as redes sociais checar se esse era um golpe comum e descobriu que diversas pessoas relatavam que foram intimidas e extorquidas pelos golpistas.
"Todos os golpes são a mesma coisa. A visão, talaricagem, [linguajar utilizado pelos golpistas] que ele diz que vai passar é que descobriu que a pessoa supostamente denunciou o tráfico e eles vão matar a pessoa. Aí com isso ele fala que quer "entender meu lado" e cobra R$ 5 mil para não matar a pessoa", pontua. "Eles intimidam a pessoa a ponto dela ficar com muito medo, coloca família no meio, fala que está com seu endereço. Eu fiquei horrorizada", complementa.
Por trabalhar com as redes sociais, o número do WhatsApp da denunciante fica exposto, mas ela afirma que endereços pessoais e outros dados não estão disponíveis, justamente para garantir sua segurança. A medida é recomendada para especialistas para evitar ser vítima de golpes no ambiente virtual.









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