Governador Mauro Mendes critica "leis frouxas" após fuga de líder do CV.
- Reinaldo Stachiw
- 1 de out. de 2024
- 2 min de leitura
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), expressou indignação com o rompimento da tornozeleira eletrônica e fuga de Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no estado. Jonas havia obtido progressão de pena para o regime semiaberto no dia 25 de setembro, mas fugiu para o Rio de Janeiro no último sábado (28), após romper o dispositivo de monitoramento.

Mendes, que defende penas mais rigorosas, afirmou que pretende discutir o assunto com o Poder Judiciário de Mato Grosso. “É lamentável. Mais um caso desse prende e solta que nos causa grande sofrimento aqui no estado e provavelmente no Brasil inteiro. Tenho criticado bastante as leis frouxas deste país, mas acredito que precisamos dialogar com o Judiciário. Um homem é preso, solto, e no dia seguinte ele rompe a tornozeleira e foge", declarou o governador nesta segunda-feira (30).
Jonas Souza Garcia Júnior, apontado como uma das lideranças do CV, foi alvo de várias operações policiais, como a Red Money e Mandatários, e é acusado de ser responsável pela tesouraria da facção, além de esquemas de lavagem de dinheiro. A decisão judicial que concedeu sua progressão de regime levou em consideração seu "ótimo comportamento" e a ausência de faltas graves durante sua estadia na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Apesar das restrições judiciais, como a proibição de mudar de residência sem autorização e a limitação de circulação entre Cuiabá e Várzea Grande, Jonas conseguiu fugir para o Rio de Janeiro. Mendes ressaltou a dificuldade de recapturá-lo: "Ele vai e se esconde em uma favela no Rio. Como vamos entrar lá para prendê-lo? É praticamente impossível", desabafou.
O governador também voltou a criticar o que chamou de "leis frouxas" do código penal brasileiro, mas elogiou o trabalho das forças de segurança. Desde 2019, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 1,2 bilhão em segurança pública. "Nossos policiais se arriscam para prender criminosos, e logo depois a justiça solta. Solta porque a lei é frouxa ou porque o Judiciário está interpretando a legislação de maneira equivocada. Precisamos conversar mais sobre isso", concluiu Mendes.









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