Governador propõe perda de terras para quem desmatar ilegalmente o Cerrado em MT
- Reinaldo Stachiw
- 28 de mar. de 2024
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O Governador Mauro Mendes fez um pronunciamento hoje, no Palácio do Planalto, em Brasília, destacando a necessidade de medidas rigorosas para enfrentar o desmatamento ilegal no Cerrado, incluindo a proposta de perda de terras para os infratores.
Mendes se reuniu com os Ministros da Casa Civil, Rui Costa, do Meio Ambiente, Marina Silva, de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, para discutir soluções destinadas a conter o desmatamento nesse bioma.
A proposta apresentada pelo governador, que já foi sugerida em conferências internacionais sobre o clima, como as realizadas no Egito (COP 27) e em Dubai (COP 28), prevê a aplicação da mesma penalidade estabelecida na Constituição para crimes relacionados ao plantio de maconha ou produção de cocaína, ou seja, a perda de terra.
"Implementar essa sanção para aqueles que desmatam ilegalmente pode ser um passo crucial para erradicar esse crime. Insisti na importância dessa medida durante a reunião. Precisamos desenvolver novos instrumentos para combater essa prática criminosa antiga em nosso país", destacou Mendes.
Além de ressaltar a ameaça do desmatamento ilegal à biodiversidade do Cerrado, o governador enfatizou seu impacto na competitividade do agronegócio. "É um crime ambiental que prejudica a principal atividade econômica do nosso país e mancha a reputação do Brasil nos mercados internacionais", sublinhou.
Mendes destacou a importância de punir os infratores, que representam uma minoria, para proteger a maioria que opera dentro da lei. "Prefiro penalizar esses 2% para proteger os 98% que atuam de forma legal, a fim de não prejudicar nosso comércio internacional no agronegócio, que é vital para a economia de Mato Grosso e de muitos outros estados onde essa atividade é essencial", argumentou.
A reunião em Brasília contou ainda com a participação dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, de Minas Gerais, Romeu Zema, de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e do Tocantins, Wanderlei Barbosa.










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