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Governo federal estendeu por seis meses o prazo para os estudos da ferrovia Sinop-Miritituba,

O grupo de trabalho, criado em outubro do ano passado, busca analisar aspectos socioambientais e econômicos do projeto, envolvendo representantes do governo, sociedade civil e lideranças indígenas.



A decisão de prorrogação veio após discussões sobre o traçado da ferrovia, especialmente sobre sua passagem pelo Parque Nacional do Jamanxin, no Pará. Entidades indígenas e movimentos sociais questionam esse traçado, buscando alternativas.


Um seminário previsto para março em Santarém, no Pará, foi adiado, gerando mais debates e pedidos de revisão do projeto. O Instituto Socioambiental (ISA) sugeriu uma audiência pública sobre o tema ao Supremo Tribunal Federal (STF), que já havia suspendido o projeto devido a ações judiciais anteriores.


O cacique Raoni Metuktire e o ministro dos Povos Indígenas substituto, Eloy Terena, também expressaram preocupações sobre a Ferrogrão, reforçando a necessidade de consulta e participação dos povos indígenas afetados pelo projeto.


O senador Zequinha Marinho ressaltou a importância da Ferrogrão, destacando a redução das emissões de CO² em comparação com o transporte rodoviário.

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