Jovem com histórico de assédio é internado em clínica psiquiátrica após mobilização em Tapurah
- Reinaldo Stachiw
- 23 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de nov. de 2024
O jovem Fábio, que vinha gerando medo e insegurança na sociedade tapuraense, especialmente entre mulheres e crianças, foi internado em uma clínica psiquiátrica. Ele era conhecido por perambular pelas ruas praticando atos obscenos, exibindo partes íntimas e tentando agarrar mulheres. Após ser preso pela Polícia Militar, Fábio foi liberado algumas horas depois, mas voltou a cometer os mesmos atos, o que intensificou a preocupação da comunidade.

Nas redes sociais, o caso gerou um amplo debate. Enquanto algumas pessoas pedem uma solução imediata, outras chegam a sugerir medidas extremas, incluindo tirar a vida do jovem. Em grupos de WhatsApp, como o "Política Raiz", tentaram-se abrir a possibilidade de que Fábio pudesse ser portador de alguma doença mental. No entanto, a proposta foi recebida com resistência por alguns membros, que interpretaram a tentativa de esclarecimento como uma defesa de seus atos, aumentando a polêmica. (Prints abaixo)
A situação, porém, teve um estágio importante na última quinta-feira, quando a Polícia Militar, representada pelo Capitão Elker e os soldados Jonathan e Amorim, conseguiu encaminhar Fábio ao hospital para um atendimento especializado. Com o apoio da secretária de saúde de Tapurah, Izaida, e a intermediação do promotor de justiça Dr. Marlon e do juiz da Vara Pública de Várzea Grande, Dr Agamenon.
Fábio agora será submetido a um tratamento intensivo de nove meses. Segundo informações da TV Buritis, a mãe do jovem disse que ele levava uma vida normal, frequentava a igreja e era um membro ativo da comunidade. No entanto, a sua saúde mental começou a deteriorar-se após a perda de um ente querido, desencadeando os comportamentos que geraram os incidentes recentes.
O desafio de julgar antes de compreender.
O caso de Fábio expõe uma dificuldade recorrente na sociedade: a tendência de julgar de forma precipitada sem considerar fatores como saúde mental. É natural que os atos cometidos por ele tenham causado revolta e preocupação, especialmente entre as mulheres que se sentiram ameaçadas. Contudo, é importante lembrar que, por trás de comportamentos graves, muitas vezes existem condições psicológicas ou psiquiátricas que exigem tratamento e compreensão.
A saúde mental ainda é um tema cercado de preconceitos, e casos como este evidenciam a necessidade de ampliar o debate sobre a importância de identificar sinais de transtornos e oferecer suporte adequado. O tratamento de Fábio é um passo na direção certa, tanto para proteger a comunidade quanto para recuperar um indivíduo que, antes de se tornar "o problema", também foi uma vítima de sua própria condição.











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