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Lula deve ir a ato com centrais sindicais no 1º de Maio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ir nesta 2ª feira (1º.mai.2023) a ato organizado por centrais sindicais no Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, para celebrar o Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio. Aproveitará o palanque para reforçar as medidas voltadas para a geração de renda, o que é defendido pelo petista como meio de fazer a economia crescer. Além de Lula, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), também já confirmou presença. Líderes sindicais, congressistas e autoridades do governo federal também devem participar.



Em pronunciamento feito em rede nacional de rádio e televisão no domingo (30.abr.2023), Lula confirmou a assinatura de medida provisória para elevar o salário mínimo, que passará de R$ 1.302 para R$ 1.320 – reajuste de 1,38%. O novo valor entra em vigor a partir desta 2ª feira.


Os reajustes do salário mínimo custarão R$ 40,8 bilhões em 2023, segundo cálculos de Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da Ryo Asset. Até o fim de 2022, o salário mínimo estava em R$ 1.212. O salário mínimo impacta os gastos públicos porque representa o piso dos benefícios previdenciários, como as aposentadorias, pensões e auxílios. O custo para aumentar o salário mínimo para R$ 1.302 em 2023 seria de R$ 36 bilhões.


Com a alta de R$ 18 no salário a partir de maio, a despesa adicional será de R$ 40,8 bilhões à União. Lula disse também que enviará ao Congresso projeto de lei que definira a nova política de valorização do salário mínimo a partir do cálculo da inflação do ano anterior e do PIB (Produto Interno Bruto) consolidado de 2 anos antes. Ainda não há, porém, data para a apresentação do texto ao Legislativo. O governo quer aprovar a proposta até o fim deste ano para que as novas regras já comecem a valer a partir de 2024.

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