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Moraes acelera, ouve réus em 2 dias e julgamento de Bolsonaro se aproxima.

O STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu em só 2 dias os interrogatórios de todos os

réus do "núcleo crucial" da ação penal por tentativa de golpe. O ministro Alexandre de

Moraes havia separado 5 dias para ouvir os envolvidos e a expectativa era que o processo

fosse finalizado até feira (13.jun).

A conclusão dos interrogatórios em menos da metade do tempo previsto inicialmente

confirma a rapidez com que Moraes tem conduzido o inquérito. Apesar da celeridade,

todos os réus tiveram o espaço que desejaram para falar. Não havia limite de tempo para

cada fala, nem de perguntas. Moraes permitiu que ministros da lã Turma comparecessem

e fizessem questionamentos. Só Luiz Fux esteve presente.


Ao encerrar todos os depoimentos nesta 3' feira (10.jun), Moraes brincou ao afirmar ter

cumprido sua promessa de que "todos poderão tomar um belo brunch" na 4' feira

(11-jun). A declaração foi uma referência ao pedido da defesa do general Augusto Heleno

para que a sessão desta 32 feira começasse às 10h, e não às 9h, para que pudesse

"minimamente jantar* à noite.

Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), os integrantes do grupo de

interrogados teriam sido responsáveis por liderar as ações da organização criminosa que

tinham como objetivo impedir a posse dê Lula, eleito em 2022.

Fazem parte do "núcleo crucial":


• Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República;

• Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de

Inteligência) e deputado federal;

• Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do

Distrito Federal;

• Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional);

• Mauro Cid, ex-ajudantede ordens de Bolsonaro;

• Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e

• Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente em 2022.


O I' a ser ouvido foi Mauro Cid, que fechou um acordo de colaboração com o STF- Os

demais réus foram interrogados na sequência, em ordem alfabética -definida para que

todos pudessem se manifestar após o depoimento do colaborador e exercer o amplo

direito de defesa.


Tocos os réus do núcleo foram intimados a comparecer nos interrogatórios.Com exceção

de Mauro Cid, eles poderiam permanecer em silêncio e só responder às perguntas de seus

advogados. O único que fez uso desse direito foi o general Augusto Heleno.

O general Braga Netto, que está preso preventivamente no Rio de Janeiro desde

dezembro, participou por videoconferência.

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