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PF Indicia Anderson Torres e Silvinei Vasques por Blitze em Estradas Durante o 2º Turno de 2022

A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira, 16 de agosto, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, por supostamente terem orquestrado operações de blitz em estradas no Nordeste durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022, com o objetivo de impedir o trânsito de eleitores.


As blitze ocorreram em uma região onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possuía vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL). As operações geraram críticas por sua intensidade, sendo realizadas em uma escala muito maior do que em outras regiões do país, como o Centro-Oeste, Sudeste e Norte. Segundo dados do Ministério da Justiça, entre os dias 28 e 30 de outubro de 2022, a PRF fiscalizou 2.185 ônibus no Nordeste, mais que o dobro das ações no Centro-Oeste e quatro vezes mais que no Sudeste.


O indiciamento inclui ainda quatro policiais federais que foram cedidos ao Ministério da Justiça: Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo, Fernando de Sousa Oliveira, Leo Garrido de Salles Meira e Marília Ferreira de Alencar. Eles foram enquadrados no artigo 359-P do Código Penal, que trata da restrição ou impedimento, por meio de violência, do exercício de direitos políticos. A pena prevista para este crime é de reclusão de três a seis anos, além de multa e outras punições correspondentes à violência utilizada.


A decisão de encerrar as blitze ocorreu após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que também mandou prender Silvinei Vasques em agosto de 2023 por suspeita de ter organizado os bloqueios. Ele foi solto na semana passada e agora está sujeito a medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.


Anderson Torres, por sua vez, já havia sido preso preventivamente em janeiro de 2023, também por ordem de Moraes, sob suspeita de omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro. Ele foi liberado em maio do mesmo ano, mas continua a enfrentar acusações graves relacionadas ao seu papel nas eleições de 2022.


Agora, cabe à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se apresentará uma denúncia formal contra Torres, Vasques e os demais envolvidos.

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