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Serviços que representa 70% do pib, perdeu folego em abril

De acordo com dados do IBGE, o setor de serviços teve crescimento de 3,7 % em 2024 e representa aproximadamente 72,7 % do PIB brasileiro, corroborando com a estimativa de cerca de 70 %.


O setor de serviços, o maior do PIB brasileiro, avançou 0,2% em abril. O dado

representa uma desaceleração, já que em março o volume foi de 0,4%. Apesar da

perda de fôlego, essa é a terceira alta mensal consecutiva, segundo os dados

divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, 13.

Apesar da desaceleração mensal, na comparação anual o setor registrou uma expansão de 1,8% na comparação anual — o décimo terceiro mês consecutivo de crescimento. O dado mostra resiliência do setor, apesar da política monetária contracionista, que tende a afetar as atividades. "Mesmo com a surpresa negativa em abril, o desempenho visto nos últimos meses indica que os serviços seguem resilientes. Acreditamos que o setor deve terminar o ano com expansão próxima a 3%, impulsionado principalmente pelos estímulos promovidos pelo governo" afirma Claudia Moreno, economista do C6 Bank.



Segundo Igor Cadilhac, economista do PicPay, essa resiliência está sustentada pelo trabalho formal e pela expansão da massa de rendimentos. "Ainda assim, a combinação de inflação persistente, juros elevados e deterioração das condições financeiras tende a impor limites à atividade no segundo semestre", analisou.


Resultado


A variação positiva no mês foi puxada, principalmente, pela atividade de transportes, que cresceu 0,5%. Com o resultado de abril, o setor de serviços se encontra 0,2% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado em outubro de 2024.


Apesar do avanço no mês, a composição mostra bem a desaceleração: as atividades de transportes foram as únicas a variar em campo positivo, crescendo 0,5% em abril. Outros serviços (-2,3%), que registrou a segunda queda consecutiva, teve perda acumulada de 2,6%.


Os demais recuos vieram de profissionais, administrativos e complementares (-0,5%), informação e comunicação (-0,2%), e serviços prestados às famílias (-0,1%), com todos eliminando pequenas parcelas de ganhos acumulados em meses recentes: de 1,8%, no primeiro setor; de 3,9%, no segundo; e de 2,0%, no último.


Setores da economia brasileira (2024)

Setor Participação no PIB (aprox.) Observações

Serviços 68 % – 70 % IBGE aponta ~68,8 % em 2024


Indústria 26 % – 29 % IBGE registrou ~25,5 % (com setores secundários), ou cerca de 27–29%.

Agropecuária 5 % – 7 % O setor produtivo direto (plantas e animais) representou 5,6 % em 2024, caindo 3,2 % no ano .


Métodos de cálculo:

IBGE (Contas Nacionais): considera somente a agropecuária “dentro da porteira”, resultando em cerca de 5,6 % para o campo. Indústria e serviços completam o restante do PIB.


CNA/Cepea (agronegócio): inclui toda a cadeia produtiva, como agroindústria, insumos e serviços ligados ao campo, totalizando cerca de 23,2 % do PIB. Esse número é maior por englobar muito mais do que apenas produção agrícola direta.

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