Troca do comando do Congresso vai facilitar ou dificultar vida de Lula?
- Reinaldo Stachiw
- 1 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
O Congresso Nacional elege neste sábado (01/02) seus novos presidentes, e a previsão é que a mudança mantenha o Legislativo forte e independente do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Com a popularidade em queda, segundo a última pesquisa Quaest, Lula deve enfrentar dificuldades para aprovar suas propostas em 2025, um ano crucial para sua reeleição ou para fortalecer um sucessor em 2026.

Os favoritos para comandar a Câmara e o Senado são Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), ambos do Centrão. Eles conseguiram apoio tanto do PT quanto do PL e contam com respaldo dos atuais presidentes Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Motta tem um perfil mais conciliador, enquanto Alcolumbre pode trazer desafios ao governo por seu estilo mais confrontador e sua busca por cargos e verbas.
Um dos principais temas para o Congresso será a manutenção das emendas parlamentares, que garantem autonomia aos parlamentares e reduzem a influência do Executivo. Atualmente, há uma disputa no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os critérios de distribuição dessas verbas, com o ministro Flávio Dino bloqueando repasses e gerando atritos com o Legislativo.
A popularidade de Lula caiu para 49% de desaprovação, superando a aprovação de 47%. No Nordeste, seu apoio recuou de 67% para 60%. Essa queda foi mencionada por Gilberto Kassab (PSD), que questionou a força de Lula para 2026. O presidente rebateu, afirmando que ainda há tempo até a eleição.
O Centrão mantém sua influência, negociando com Lula e Bolsonaro. A aliança com Alcolumbre pode garantir ao PL a primeira vice-presidência do Senado e posições estratégicas. Bolsonaro busca apoio para votar uma anistia a investigados por tentativa de golpe em 2023, o que enfrenta resistência do governo e do STF.
A troca de Lira por Motta na Câmara pode facilitar o diálogo do governo, mas não garante apoio automático a pautas além das econômicas. O cenário indica que o Congresso seguirá decisivo e independente nos próximos anos.









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