Vereadores denunciam assédio e falta de preparo para atendimento a autistas no Hospital de Tapurah
- Reinaldo Stachiw
- 1 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Na sessão da Câmara Municipal de Tapurah, realizada na última segunda-feira (31 de março), os vereadores Gobbi e Daniele Zottis usaram a tribuna para relatar graves denúncias feitas pela população sobre a conduta de profissionais do Hospital Municipal. Entre as queixas, estão o assédio contra funcionárias e a falta de preparo para atender crianças autistas.

O vereador Gobbi apresentou uma nota de repúdio assinada por funcionários da instituição e encaminhada ao prefeito e ao vice-prefeito. Segundo o documento, um médico da unidade estaria se comportando de maneira acediosa e desrespeitosa com as funcionárias, criando um ambiente de trabalho tóxico e intimidador. Gobbi destacou ainda que recebeu relatos de pacientes sobre o mesmo profissional enviando mensagens a eles após o atendimento.
Outro ponto abordado pelo vereador foi a contratação de médicos sem a devida qualificação. Ele mencionou a existência de ações judiciais contra um profissional atuante no hospital, incluindo uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em decorrência de irregularidades em seu histórico de trabalho. O vereador questionou a administração municipal sobre a verificação de certidões e qualificações dos médicos contratados.
Além disso, Gobbi denunciou um episódio envolvendo uma criança autista, que teria sido intimidada por um dos profissionais de saúde da unidade. Ele ressaltou que a família da criança autorizou a divulgação do caso e que irá buscar providências para evitar que situações semelhantes se repitam. “Essa é uma semana dedicada à conscientização sobre o autismo, e não podemos permitir que uma criança seja tratada dessa forma no hospital”, afirmou o vereador.
A vereadora Daniele Zottis também se manifestou sobre as denúncias de assédio, relatando que funcionárias do hospital procuraram seu gabinete para denunciar um profissional que estaria fazendo piadas de mau gosto e comentários inadequados sobre o corpo das mulheres que trabalham na unidade. “Imaginem se fosse a filha, a mãe ou a esposa de vocês. Como se sentiriam ao saber que um homem olha para uma mulher e diz que não consegue se segurar?”, questionou.
Zottis destacou que, além das falas inapropriadas, o profissional também teria acessado os contatos telefônicos das funcionárias e enviado mensagens que extrapolam os limites profissionais. Segundo a vereadora, as mulheres estão com medo e evitaram denunciar formalmente, mas decidiram recorrer aos vereadores em busca de apoio. Ela reforçou que assédio é crime e que a responsabilidade nunca deve ser atribuída à vítima.
Diante das graves denúncias apresentadas, os vereadores cobraram uma resposta da administração municipal e medidas para garantir um ambiente seguro tanto para os funcionários quanto para os pacientes do hospital.









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