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Tapurah: Estradas em alta, saúde e habitação à deriva

Recentemente, o prefeito de Tapurah, Alvaro Galvan, destacou nas redes sociais o trabalho da Secretaria de Obras, elogiando o bom andamento da continuidade da Estrada Capixaba e o avanço da construção da estrada conhecida como São Paulo.


Nos comentários, sugeri que o prefeito revisse seus programas eleitorais e lembrasse das prioridades firmadas na campanha, que eram saúde e habitação. Ao que tudo indica, a gestão perdeu o rumo, abandonou ou enfrenta dificuldades para cumprir compromissos que, na época, foram apresentados como soluções simples e viáveis.

 

Fazendo uma analogia com a série de filmes Piratas do Caribe, em um navio existe hierarquia: capitão, imediato e marujos. Mas no “barco do 22”, parece haver mais capitães do que tripulantes. Há um motim em curso ou, talvez, a bússola do “Jack Sparrow” (prefeito) esteja apontando para o norte errado? A diferença é que a bússola de Jack mostrava o que ele realmente desejava — será que o problema está na tripulação ou no “Capitão Barboza”?


É importante lembrar que, durante as eleições, Álvaro e Adriel não prometeram construir um hospital novo isso foi depois da eleição 700 moradias e hospital novo, Alvaro prometeu retomar o hospital para administração municipal e humanizar o atendimento. No entanto, agora fala-se novamente em terceirização.


Logo no início do mandato, o prefeito e os vereadores firmaram o compromisso de concluir a reforma do hospital e desinterditar alas que permanecem fechadas até hoje. Até mesmo um deputado, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, visitou Tapurah para intermediar soluções.

 

Na habitação, a propaganda eleitoral deixava claro que o programa seria o maior da história, com a proposta de transformar áreas públicas em novos loteamentos e vender terrenos a preço acessível: R$ 7.000,00, mais R$ 7.000,00 de infraestrutura. O dinheiro seria para criar um fundo habitacional sustentável, coisa que até o momento não se concretizou.

 

Contudo, a proposta foi engavetada, ou estacionada. No lugar, a gestão lançou o "Jardim Nova Esperança Residencial", um projeto de mais de 400 casas financiadas pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida. Neste modelo, o interessado precisa passar por rigorosa análise de crédito e financiar o imóvel com parcelas de até 30 anos, que variam entre R$ 1.200,00 e R$ 1.800,00. Além disso, é necessário estar com o nome limpo — e se casado, o cônjuge também.

 

No local do "Jardim Nova Esperança Residencial" próximo ao “buracão” não há sinais da obra mostrando evidência da falta de interesse da população que espera os terrenos que ficarão bem abaixo do mercado no qual esta sendo vendido no valor de 80 a 120 mil reais.

 

A diferença é gritante: em vez de lotes a preços populares, temos um modelo tradicional de financiamento bancário, inacessível para muitas famílias.

 

Por isso, é urgente que a atual administração “acerte a bússola” e volte a priorizar saúde e habitação, como prometido. Caso contrário, o barco que mal começou a navegar pode afundar antes de chegar a porto seguro — e quem pagará o preço será o povo de Tapurah.


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